Fiz esse vídeo ano passado pra participar de um Festival Universitário de Audiovisual aqui em Campo Grande. Ganhou em segundo lugar na categoria vídeo arte.

Mas o que gosto nele é essa característica nonsense. Sem contar que foi gostoso ir testando as formas que a tinta produzia quando entrava em contato com a água e o tempo que ela demorava pra chegar no final do recipiente dependendo da densidade de cada uma.

A pós-produção teve uma ajudinha do After Effects pra espelhar e dar um efeito mais legal. E claro que teve uma mãozinha de 2 pessoas especiais na produção e na escolha da trilha sonora.

:)



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O Belo Adormecido é uma radionovela que fiz junto com a Lu Arakaki e Felipe Marson pra um trabalho da faculdade. Como sempre, o roteiro saiu de última hora minutos antes de ser gravado. 

A história é baseada em fatos reais nem tão divertidos como contado, mas não poderíamos perder a piada e a oportunidade de zuar o Estevão Rizzo.

O que torna engraçado é a quantidade (99.9%) de piada interna da galera da 80 20 MKT. Os personagens, o local e boa parte dos apelidos são reais e representam peculiaridades de cada um da agência.

Mas em resumo, a história é sobre um dia incomum que chegamos para trabalhar e ninguém tinha chave da agência para abrir o portão (tinhamos mudado recentemente e as cópias das chaves ainda não estavam feitas). Final da história: Home Office na parte da manhã.

E nesse curto espaço de tempo, um tanto de imaginação e um pouco de maldade, surgiu essa brincadeira valendo nota!



Sensibilidade feminina – da vítima à frieza

O assunto é (in)tenso e a sensibilidade é a emocional (embora a física seja mais divertida de lidar).

Num dia sim e outro também toda mulher sofre da tal sensibilidade, que tem suas devidas variações de acordo com alterações hormonais, dias específicos dos meses, TPM e diferentes tipos de anticoncepcionais. Variantes hormonais a parte, acredito que o que defina o grau de sensibilidade são as situações que já vivenciou, a capacidade de saber lidar com diversos acontecimentos e a percepção que tem sobre algo. E da vítima à frieza há um mundo de mulheres precisando de um lenço ou um pouco de empatia.

Ou você domina seu emocional (pelo menos tenta) ou ele te domina. Hipersensibilidade afeta questões básicas no dia a dia de quem tem e é um fardo pra quem convive com gente assim. Fato. Tem situações que merecem muito menos entrega e preocupação, mas lá está o ser fazendo uma tempestade num copo de água,  se expondo ao ridículo por não conseguir controlar suas emoções e se permitindo ser vítima da circunstância. Aí a culpa é da TPM e não há lista de alimentos indicada pelo M de Mulher e afins para reduzir a tensão que resolva o problema. Há um cuidado extremo para a pessoa não ouvir palavras por trás das que você pronunciou e distorcer situações. Cada uma com sua bagagem que pode levar a ter uma sensibilidade excessiva, mas pela Nossa Senhora da Boa Convivência, se os sintomas persistirem procure algo produtivo para ocupar a mente e gastar o tempo, se não surtir efeito, marque horários pra frequentar um divã.

Das sensíveis, as sessões de comédias românticas estão lotadas. Esse “fenômeno” deve estar conectado com a carência, que deixa qualquer situação mais suscetível ao drama. E carência não significa necessariamente falta de uma presença masculina (ou feminina para quem prefere), mas também pela necessidade de atenção e reconhecimento das pessoas que convive. Saudade é outro fator que contribui pra um momento e uma mente mais vulnerável. É possível até presenciar alguns comportamentos dignos de entrar em roteiro de novela mexicana. Aí tem os artistas que com percepções um pouco mais aguçadas, transpõem sua sensibilidade em manifestações artísticas.

Quanto àquilo que racionalmente parece ser o mais sensato sentir e fazer, certamente é! Sensibilidade moderada não é utopia mas é quase uma arte, exige aperfeiçoamento. Ter consciência e maturidade de como lidar com uma situação e controlar atitudes é o mais esperto a se fazer, pela própria sanidade mental e a de quem te ature. Às vezes a emoção será mais forte, mas pelo amor do que você mais acreditar, uma dose a mais de razão faz bem a qualquer cérebro prestes a enviar impulsos para que você cometa algum deslize.

Na frieza padecem as ‘insensíveis’ incapazes de sentir empatia. Razão excessiva priva sentimentos que estariam presentes em situações consideradas pelo senso comum como emocionantes (seja boa ou não). Provavelmente racionalizar demais é uma tentativa de se privar de futuros desconfortos, ótimo, desde que não progrida (se é que isso é uma evolução) pro abismo, ops, pra apatia. Já diziam por aí que felizes são os ignorantes.

Enfim, cada uma com sua porcentagem de cada ‘perfil’ que citei, mas certamente há características predominantes. Só acho que sensibilidade demais deveria ser a particularidade de uma mulher, só que ao contrário!

Paula Sandy



Outro lado da faculdade

Antes que pense no sentido literal do título (se é que já não o fez), vamos esclarecer, entenda por o outro lado quando você muda a visão que tem em relação a algo. Neste caso, aquela instituição que as pessoas frequentam pensando na vida profissional ou para torrar o dinheiro do pai e socializar com os coleguinhas, a tal da faculdade.

No início a coisa toda é uma novidade fascinante (isso se você escolheu o curso que gosta, bebê), no meu caso, as matérias da grade de Publicidade e Propaganda eram um estímulo ao espírito publicitário que habitava dentro de cada um. Primeiro ano já começava escrevendo roteiro, gravando VT, criando peças, estudando história da arte e se preocupando com a nota das benditas teorias da comunicação e semiótica. Sim, no inicio é natural um acadêmico que se preze se preocupar com notas e faltas. Eu me preocupava entre umas idas e outras no 21. (Toda universidade vem com um bar no máximo a uma quadra de distancia, fica a dica)

Segundo ano você já tem alvará e pressão dos professores pra começar a procurar estágio. Claro que tem perfis e perfis dentro de uma turma. Tem aqueles que trabalham em área diferente a do curso escolhido e por questão financeira fica inviável trocar o salário por experiência na área. Aí tem uns que escolheram o curso por já trabalhar no ramo, olha que maravilha. Uns caíram de pára-quedas, outros só passaram na segunda opção do vestibular, alguns são só simpatizantes e meia dúzia tá só cumprindo a função imposta pelo pai (o que nunca vi ser o caso em Publicidade e Propaganda).

No terceiro ano você começa a fazer uma equação: se pegar toda grade do curso menos as matérias que colocam só pra preencher carga horária, subtrai as aulas de professores ruins, férias, feriados e as semanas que são só revisão de notas, você chega a conclusão que sobrou menos da metade do curso de conteúdo e atividades que realmente vão acrescentar conhecimento e experiência na sua vida profissional. Ou seja, poderia ter resumido o curso em dois anos de aprendizado intensivo. Não? Ok, é importante levar em consideração que esses longos 4 anos são essenciais para o amadurecimento principalmente o pessoal daquele ser que acabou de sair do ensino médio e já entrou na faculdade. Pra não sair mais despreparado pro mercado de trabalho, sabe como é. 

Se a essa altura do campeonato você já está trabalhando, continue a ler, caso contrário não fará muito sentido, então termine o curso pelo diploma (o que não faz muita diferença em Publicidade e Propaganda, mas isso é assunto pra outra hora) e boa sorte depois.

E onde entra o outro lado?

No quarto ano, quando você não vê a hora do curso acabar. Tá de saco cheio e cansado demais mentalmente no final do dia pra se preocupar com a obrigação acadêmica de ter presenças e notas em matérias que você não se interessa mais, não que elas são sejam boas ou interessantes, mas pro momento em que tem um milhão de outras preocupações na cabeça e assuntos mais importantes a serem resolvidos, elas passam a ser menos relevantes. 

Um lado é o início em que você está disposto a assimilar tudo o que lhe é imposto, o outro é quando você já tem critérios mais definidos sobre como e com o que é melhor gastar o seu tempo. Tempos de TCC estão por vir, pra fechar essa etapa e ter a sensação de um objetivo finalizado. Pelo menos nesse momento há liberdade de escolha (dentro dum universo das regras de monografia e planejamento de campanha) sobre o que falar/defender/planejar. Aí é cada dupla, grupo ou carreira solo com suas boas idéias pra colocar no papel. Para todos os amigos, que assim como eu, estão no último ano da faculdade, só desejo doses fortes de ânimo e disposição nos últimos 25 minutos do segundo tempo.

Paula Sandy